Motores a álcool (Glow)
Nesta matéria você verá como com aumentar a vida útil e de um motor a combustão para modelismo seja ele para Aero, Auto, Heli ou Nautimodelismo.
Para ilustração será usado um motor um motor Mac .67 (blue head) de nautimodelismo. Apesar de algumas peculiaridades do motor de nauti, como a camisa d'água, os conceitos gerais são os mesmo.
Antes de começar, já que será usado um motor de nauti para ilustração, vejamos algumas das características destes motores e suas diferenças de funcionamento, já que se encontram disponíveis no mercado a álcool e a gasolina.
Motores a álcool utilizam a mistura tradicional para motores do tipo glow, composta por álcool metílico ou metanol, óleo e nitrometano; enquanto os motores a gasolina utilizam basicamente gasolina e óleo.
A maioria destes motores é do tipo “two stroke”, ou seja, dois tempos que significa que são necessárias duas etapas consecutivas de funcionamento para que ocorra um ciclo completo de rotação ou uma RPM (rotação por minuto). A primeira é a admissão da mistura ar/combustível que se dá pelo carburador para dentro do motor. A mistura é aspirada pela subida do pistão que corre dentro de um cilindro também conhecido como camisa ou “sleeve”. Com a chegada desta mistura ao topo da camisa onde esta localizado o cabeçote com a vela de ignição ocorre uma grande explosão que por sua vez empurra o pistão de volta à base da camisa e um novo ciclo se repete dando prosseguimento ao funcionando do motor.
Os motores Glow, também conhecidos por “ABC”, sigla que em inglês representa as iniciais dos materiais empregados na fabricação: A de “aluminium” ou alumínio, B de “Brass” ou latão e C de “chrome” ou cromo. Pistões e blocos são confeccionados com ligas de alumínio e as camisas em latão com um revestimento interno de cromo duro. Os motores “ABC” não apresentam anéis nos pistões como nos motores de quatro tempos, pouco usados em nautimodelismo ou nos movidos a gasolina.
Veja como cuidar corretamente da sua máquina
Toda vez que recebemos um motor novo, é inevitável o desejo de vê-lo despejando potência. Mas contenha essa ansiedade mais um pouco. Entenda o porquê desta recomendação nas linhas abaixo.
Uma das principais preocupações que se deve ter com os motores, mesmo os NOVOS, é a sua limpeza interna, já que muitas vezes ocorrem resíduos metálicos (limalhas) do processo de fabricação por conta do baixo controle de qualidade de alguns fabricantes.
Isto não é um fato que ocorre isoladamente e são inúmeros os relatos de problemas com motores novos que foram danificados na primeira ligada! Motor novo infelizmente não significa motor limpo! São poucos os fabricantes que mantém um rigoroso controle de qualidade, portanto, na dúvida realize uma boa inspeção até para se familiarizar com as partes que compõe o seu motor. Se você é novato peça ajuda a um colega mais experiente ou a um profissional capacitado e verá que não existem segredos com estas pequenas jóias.
Antes de descrever os passos desta inspeção vamos classificar estes motores em duas categorias: os de admissão dianteira e os de admissão traseira. Na foto ao lado vemos um motor da marca austríaca HP .20 dos anos 80 de admissão dianteira e um Mac .67 de última geração de admissão traseira.
Os de admissão dianteira costumam, via de regra, serem os de menores cilindradas com volumes que vão de 0,5cc até 3,5cc, apresentam altíssimo desempenho devido aos seus altos regimes de rotação ( ~ 40.000 rpm), relativa curva de torque , mas podem produzir até incríveis 3hps de potência. São equipados com carburadores montados no lado do virabrequim, o que significa que o combustível irá passar por dentro do mesmo antes de chegar ao cilindro onde corre o pistão. Todo motor de alta performance é concebido segundo o popular e conhecido conceito ”Schnurle”* por ser considerado este conceito de fabricação, o mais inovador da era moderna dos motores de alto desempenho. Em outra configuração mais recente alguns fabricantes resolveram apresentar estes mesmos motores com admissão traseira e saída de exaustão dianteira comum aos motores de maiores cilindradas (foto do novo cmb .21 valvola).

No universo dos pequenos motores também podemos citar os que vêm equipados com o tradicional sistema de partida, o starter recoil, sistema montado na traseira dos mesmos e que por conexão interna com o virabrequim facilita muito as partidas além de evitar os custos extras com motores de partida manual, os “starters” que são utilizados nos motores de maiores volumes. O da foto é um motor da marca japonesa O.S. .18 CV-R.

Assim que você receber seu motor, independente do modelo leia com atenção as informações do fabricante como: combustível a ser utilizado, forma ideal de amaciamento, regulagem de agulha no carburador, cuidados pós funcionamento e prepare-se para uma pequena cirurgia que demora poucos minutos.
Como Mencionado no início da matéria, NUNCA vire um motor novo, pois se houver resíduos metálicos em seu interior você irá danificar as partes internas com possíveis riscos na camisa e pistão que poderão interferir no desempenho do mesmo… tenha paciência e siga esta orientação.
















